sábado, 24 de maio de 2008

Aquecimento global durará séculos mesmo com redução emissões

Cientistas reunidos hoje num simpósio em Gijon, Espanha, manifestaram a convicção de que o aquecimento global persistirá durante vários séculos, mesmo que se reduzam substancialmente a emissões de gases com efeito de estufa.
Ainda que se deixe de emitir totalmente dióxido de carbono para a atmosfera, a temperatura média subirá dois graus durante os próximos 50 anos devido à inércia que adquiriu o fenómeno, declararam os investigadores.
As previsões mais optimistas da comunidade científica estimam que nos próximos anos se produzirá uma redução da emissão de gases com efeito de estufa devido à consciência social e política do problema.
Contudo, esta redução não será suficiente para inverter o fenómeno, já que o aquecimento global persistirá durante «vários séculos», de acordo com as conclusões dos trabalhos.
«As alterações climáticas têm uma dimensão que excedeu o regional para se converterem no global e, nesse sentido, necessitam de medidas políticas supra-nacionais», concluíram os investigadores.
Fonte:Diário Digital

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Alimentos: Reservas estão ao nível mais baixo em 30 anos

A directora do Programa Alimentar Mundial (PAM), Josette Sheeran, advertiu quinta-feira que as reservas de alimentos no mundo estão ao nível mais baixo dos últimos 30 anos devido ao aumento incessante dos preços no mercado mundial.
Numa tele-conferência a partir da sede do Programa em Roma, Sheeran actualizou as graves consequências que a carestia dos alimentos está a causar nas populações mais vulneráveis do planeta.
«As reservas em muitos países encontram-se ao nível mais baixo dos últimos 30 anos, e, nalguns casos, dos últimos 60 anos, e em grande parte é porque se consome mais do que se produz», explicou o responsável do Programa.
O organismo da ONU viu-se obrigado, em Fevereiro, a solicitar 500 milhões de dólares de urgência à comunidade internacional por causa do buraco que o aumento dos preços causou no seu orçamento.
Sheeran assinalou que essa quebra foi de 750 milhões de dólares e previu que a verba venha provavelmente a aumentar, embora se desconheçam, por ora, as necessidades de assistência provocada por esta crise.
«Pensávamos que se tinha chegado a uma zona de calma mas vimos como em apenas cinco semanas o preço do arroz duplicou na Ásia», salientou.

quarta-feira, 12 de março de 2008

CIN cria tintas bactericidas com capacidade de autolimpeza




A CIN está a promover, através do seu Departamento de Investigação e Desenvolvimento (I&D) em colaboração com a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), o desenvolvimento de nanoprodutos de ponta no mercado das tintas e vernizes.





Segundo disse hoje à Lusa o engenheiro José Nogueira, responsável pelo Departamento de I&D da Corporação Industrial do Norte (CIN), a empresa já possui - ou tem em fase final de lançamento no mercado - tintas com actividade bactericida, outras com revestimentos capazes de eliminar maus cheiros por oxidação das substâncias que os originam e produtos que induzem um efeito de auto-limpeza de superfícies de vidro e de outros materiais.






Estas últimas tintas têm ainda a capacidade para oxidarem os NOx presentes na ar contribuindo para a redução das quantidades de ozono que se formam na baixa atmosfera, indo de encontro a um objectivo importante na política da União Europeia para um ar limpo e um melhor ambiente.








Reflexão do Aluno: Publiquei esta notícia pois embora fuja ao tema que estamos a tratar nas aulas, penso que é muito importante termos esta ideia, pois podemos tentar "salvarnos" do estado em que estamos a por o nosso planeta Terra. É de louvar estes acontecimentos e descobertas.






Fonte: Portugal Diáro

segunda-feira, 3 de março de 2008

Gene de peixes ligado à leucemia humana

Um gene que controla a proliferação celular nos primórdios do olho dos vertebrados poderá ter a mesma função nas células sanguíneas, o que sugere novas terapias para a leucemia humana, segundo um estudo de investigadores portugueses, escreve a Lusa. O gene estudado neste trabalho, que utiliza como modelo o peixe-zebra, é o «meis1», o mesmo que em humanos parece estar envolvido em certos tipos de tumores, como as leucemias. «Muitas leucemias são causadas pela manutenção inadequada desse gene», disse à agência Lusa Fernando Casares, investigador do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), da Universidade do Porto, e coordenador da equipa responsável pelo estudo, que incluiu colegas em Espanha e na Noruega. O peixe-zebra - um pequeno peixe de água doce de fácil manutenção, comum em aquários caseiros - foi escolhido como modelo para este trabalho devido à sua grande utilidade para os biólogos. Além de ter o genoma totalmente sequenciado e haver instrumentos para a sua manipulação genética, o embrião e a larva são transparentes, permitindo examinar directamente ao microscópio o seu desenvolvimento. Neste animal, os investigadores incidiram a sua atenção no olho e em particular na retina, que é uma parte especializada do sistema nervoso, mas tem uma organização mais simples do que o cérebro, por exemplo, explicou o investigador. A formação das células do olho no peixe-zebra resulta da proliferação de células inicialmente indistintas que se vão diferenciando num processo controlado pelo gene meis1. Quando é removido células proliferam menos «Quando o meis1 é removido por meios genéticos, essas células do olho proliferam menos e o olho resultante fica muito reduzido», disse Fernando Casares, que faz também investigação no Centro Andaluz de Biologia do Desenvolvimento (CABD) da Universidade Pablo de Olavide, em Sevilha. Curiosamente, o meis1 intervém nas fases iniciais do desenvolvimento normal do sangue e, tal como acontece com o olho, a sua expressão é desligada para permitir que as percursoras das células do sangue se diferenciem. Todavia, sublinhou o cientista, se o meis1 continuar «ligado», as células do sangue continuam a proliferar e tornam-se incapazes de desempenhar as suas funções normais. Embora não exista ainda uma explicação clara da ligação do meis1 à leucemia, o estudo, embora realizado no olho, sugere que esse gene poderá controlar a proliferação dos percursores das células do sangue ao agir sobre duas proteínas que estimulam a divisão celular. Sendo assim, conclui Fernando Casares, «esta função poderá ser alvo de novas terapias».



Fonte: Portugal Diário

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Descoberto vírus que elimina células tumorais

Cientistas norte-americanos descobriram um vírus que reproduz genes capazes de localizar e eliminar tumores cerebrais em ratinhos, indica um estudo publicado esta quarta-feira.

Um dos aspectos salientados pelos investigadores é que esses genes deixam virtualmente intactos os tecidos cerebrais saudáveis e centram o seu ataque nas células cancerosas.

O estudo, publicado no The Journal of Neusoscience, foi realizado durante seis anos por uma equipa da Faculdade de Medicina da Universidade de Yale dirigida por Anthony van den Pol.
O trabalho centrou-se na actividade do vírus «vesicular stomatis», seleccionado pela sua capacidade de atacar tumores cerebrais deixando os tecidos saudáveis em grande parte intactos.

«Este estudo mostra que o vírus entra no cérebro e chega mesmo às células que se afastam do tumor principal», referiu Harald Sontheimer, oncologista da Universidade de Alabama em Birmingham, não envolvido no estudo.

«Assumindo que o vírus se comporta de forma semelhante nos humanos, isso poderá, no futuro, configurar uma forma inédita e altamente eficaz de tratar tumores resistentes», acrescentou.
Células tumorais de cancros cerebrais que se desenvolvem tanto em ratinhos como em humanos foram implantadas em ratinhos imunocomprometidos que depois receberam uma injecção de vírus na cauda.

Através de proteínas fluorescentes comuns a células tanto dos tumores como dos vírus nos cérebros de ratinhos vivos, os cientistas viram como o vírus infectou várias zonas do cérebro e se disseminou por todo um tumor em três dias, deixando à sua passagem um rasto de células tumorais mortas.

Os autores do estudo garantem que o vírus não atacou células normais dos ratinhos nem células cerebrais humanas não cancerosas transplantadas para o cérebro dos ratinhos.
O vírus também se mostrou eficaz na destruição de tecidos cancerosos que têm origem na mama ou nos pulmões, os dois tipos de cancro que mais se propagam ao cérebro.

Segundo os cientistas, futuras investigações deverão centrar-se na compreensão dos potenciais riscos de segurança, incluindo a possibilidade do vírus infectar células normais do cérebro, e na exploração de possíveis alterações do vírus que possam mitigar esse risco.

«Temos algumas ideias para fazer com que o vírus seja seguro no cérebro humano», disse van den Pol. «Isso é importante para impedir que eventualmente o vírus infecte células cerebrais normais depois de atacar o tumor cerebral».
Fonte: Portugal Diário